terça-feira, 23 de julho de 2013

Let It Be

49º Capítulo

 

[Ele riu e desci do carro. Fui até o pátio e logo o sinal bateu. Assim que entrei na sala, Vinícius puxou um parabéns e todos cantaram para mim. Eram mais de 30 pessoas na minha sala, e todos diziam ''parabéns'' ao mesmo tempo. Confesso que me senti um tanto importante ali no meio.] 

Foi algo divertido e me surpreendi, porque apesar das minhas amizades, nem todos dessa sala gostam de mim, ou pelo menos tentam se amigar. 
Fui para o meu lugar um tanto sem graça e falei: Perdi muita matéria Vini?
Ele negou com a cabeça e disse: Que matéria Seu nome? As aulas já estão acabando.
Ri e falei: Verdade... Olha isso.
Mostrei minha aliança para ele e falei: Não é a mesma de antes. 
Ele disse com a voz baixa: Finalmente vocês se acertaram. 
Keisy entrou má conversa e disse: Já estava mais do que na hora.
Ficamos em silencio e as aulas passaram cada vez mãos devagar. Eu estava tão ansiosa para a surpresa do Justin, que não conseguia pensar em outra coisa. Mil hipóteses me vinham á cabeça, mas o que poderia ser? Ele já me fez uma linda serenata, se declarou, deu-me uma aliança, brincos e um colar maravilhoso... Não tem mais o que fazer, ou tem. Talvez ele queira me levar para um lugar especial, para almoçarmos e ele quer que eu aproveite meu aniversário.
Passei os recreios com a Lia, Keisy, a Esthefany e a Lizie. Elas são minhas únicas amigas dessa cidade, até porque eu tomo muito cuidado com quem eu converso, já que as vezes acabo soltando comentários sobre mim e o Justin, para pessoas erradas.
Não acho que seja legal ter que escolher minhas amigas a dedo, mas é minha única opção. A Lizie ama o Justin desde sempre, e ela é louca para conhecê-lo. Óbvio que eu morro de ciúmes, mesmo assim, eu disse que um dia desses apresento um ao outro.
Quando bateu o sinal da última aula, falei: Vini, eu vou sair com o Justin para almoçar e depois ele me deixa em casa, tá?
Ele assentiu e disse: Tudo bem gata. Aproveite seu aniversário.
Falei: Obrigada. Você sabe se alguém irá em casa hoje á noite?
Ele disse: É... Não sei. Talvez sim.
Peguei minha bolsa e a Lia veio em minha direção: Você vai sair com o Justin?
Assenti e falei: Sim, como sabe?
Ela deu os ombros e disse: Já imaginava. Não demore para chegar em casa.
Falei passando pelo portão: Por que?
Ela riu e disse: Porque é o seu aniversário e... É o seu aniversário.
Ri e falei indo em direção ao carro do Justin: Pode deixar.
Ele estava com seu Audi R8, com estampa de leopardo. Isso porque ele disse que o nosso relacionamento seria discreto. Todos os estudantes que deixavam o colégio olhavam para o carro curiosos. Cerca de 5 fotógrafos estavam do outro lado da rua me filmando e tentando fotografar o Justin dentro do carro. Abri a porta e ele riu: Chamei a atenção?
Ri e falei: Quase nada meu amor. Vamos sair logo daqui.
Justin riu e logo saímos de lá. Ele acelerou o carro e assim que paramos em um sinal vermelho da avenida, dei um selinho nele e falei: Onde nós vamos?
Ele disse: Almoçar, e depois te levarei até a sua surpresa.
Falei: Mas com relação a que? Você poderia me dizer pelo menos algo.
Justin sorriu e falou: É relacionado ao seu aniversário. Pronto, já falei demais.
Revirei os olhos e falei ao pegar meu celular: Idiota.
 Falei séria: Mais alguém sabe dessa surpresa?
Ele disse: É uma surpresa Seu Nome. Por que mais alguém saberia?
Suspirei impaciente e falei: Como você é chato. Custa falar pelo menos alguma coisa lógica? 
Ele estacionou o carro em frente ao restaurante e disse gesticulando: Princesa, tente entender que surpresa, é surpresa. Se eu disser qualquer coisa, você já saberá o que é.
 Olhei-o brava, enquanto me explicava e ele logo disse: Isso, continue brava porque você fica fofa assim.
Dei um tapa no braço dele e falei: Ahh Justin.
Ele sorriu e disse: Continua linda.
Coloquei meus óculos escuros e ele fez o mesmo. Descemos do carro e ele segurou em minha mão direita, passando na frente até a entrada. Percebi que algumas pessoas nos fotografavam, e escondi minha mão no braço dele, para que não vissem a aliança. 
Justin pediu uma mesa para dois e fomos para uma das últimas, tenho a vista de todas as outras mesas. Sentei-me de frente para a janela e falei: Onde é esse lugar que você vai me levar?
Ele desviou o olhar e disse enquanto olhava o cardápio: Não adianta você continuar perguntando querida.
Falei: Não me chame de querida.
Ele riu e fez os pedidos. Almoçamos conversando sobre coisas bestas, e ele logo pediu a conta.  
 Disse: Vamos sair logo daqui, porque tem muitas pessoas nos olhando.
Assenti e segui-o, segurando sua mão. O celular dele começou a tocar, e no caminho para o carro ele o atendeu.
''Feliz aniversário Seu Nome''.
''Como presente, você e o Justin reataram?''
''O que os fãs dele pensam sobre isso?''
''Você desculpou o que ele fez?''
Justin não ouviu as perguntas, porque logo entrou no carro ainda no celular. Falei antipática: Obrigada. 
Entrei no carro e falei pensando alto: Pensam que podem se meter na minha vida.
Justin desligou o celular e disse: O que eles falaram?
Coloquei os cintos e falei: Eles querem saber demais.
Ele disse: Você respondeu algo?
Neguei com a cabeça e falei: E agora? Onde nós vamos?
Ele ligou o rádio e disse: Até a sua surpresa.
Falei: É muito longe daqui?
Ele tirou algumas balas de menta do bolso e disse: Quer?
Peguei das mãos dele e falei: Você não respondeu minha pergunta.
Ele comeu a bala e disse: Não posso responder. Estou comendo,
Falei rindo: Como você é chato.
Ele não respondeu e fomos a caminho de Calabasas. Falei: Por que estamos saindo de Los Angeles?
Ele disse: Chega de perguntas Seu apelido.
Falei: Você não me respondeu nada até agora.
Ele disse: Eu não vou responder. 
Falei: E aquela história de sem brigas ou desentendimentos?
Justin parou o carro perto de um condomínio e disse: Depois sou eu que exagero nas coisas.
Falei: Vamos logo Justin. Eu estou ansiosa.
Ele disse: Só logo esse carro de novo quando você parar de fazer perguntas.
Falei: Você não quer que eu fale? Então tá.
Ele suspirou risonho e disse: Quanto drama Seu nome. Eu só quero que você goste da surpresa.
Desviei o olhar dele, tentando parecer esnobe e ele disse: Ah, então você não vai mais falar nada?
Continuei parada, sem mover a cabeça e ele disse: Beijar, pode?
Sorri de lado e ele veio mais a frente, para me beijar e antes que pudesse tocar meus lábios, estiquei a mão esquerda até a chave do carro e liguei-o. Ele logo se afastou e disse: Quem perde é você.
Justin entrou em nosso condomínio e passou reto pela minha rua. Onde ele está indo? Por que estamos aqui? O que vamos fazer na casa dele logo agora? Guardei novamente meu celular no bolso e ele desligou o rádio.
Parou em frente à mansão e esperou os seguranças abrirem o portão. Fez o caminho até chegar na garagem e estacionou na mesma.
Antes de descer do carro, ele disse: Não vai me perguntar nada?
Permaneci séria e ele deu-me um exijo na bochecha. Desci do carro e ele tirou meus óculos, tapando meus olhos com uma das mãos, e com a outra foi me guiando: Eu vou te levar até o seu presente. Não abra os olhos.
Fomos andando a abraçados e passamos por alguns degraus baixos e demos a volta em algum lugar. Eu não estava entendendo onde ele queria chegar com isso. Ele passou seu braço em volta dos meus ombros, abraçando-me e disse: Chegamos. Você ainda não pode abrir os olhos.
Bati com o pé no chão inquieta e ele sussurrou: Não se esqueça que a ideia foi minha...
Assenti estranhando o que ele disse, que logo tirou a mão dos meus olhos e ouvi um grito: "SURPRESA".
Abri os olhos e eu estava cercada por pessoas na área da piscina do Justin. Meus pais estavam em minha frente e a Pattie também. Vinícius parado ao lado da Keisy e Kaique conversando com o Josh, que estava abraçado com a Lia. Lizie estava do outro lado, perto da mesa de doces e o Alfredo conversava com o Za e o Scooter todo animado.
Eu estava incrédula e não poderia acreditar que tudo isso tivesse vindo do Justin. Nunca que eu imaginei uma festa surpresa, até porque seria impossível o Justin organizar na casa dele, sendo quer situação do meu pai com a mãe dele não é muito boa, digamos assim.
Eu estava envergonhada e sem saber o que dizer ao mesmo tempo. Falei olhando para todos: Meu deus. Como, quando vocês planejaram tudo isso?
Meu pai riu e disse: Tudo ideia do Justin.
Ele nunca chamou o Justin pelo nome. Era sempre Bieber. Ainda mais na frente de todos.
Olhei surpresa para o Justin e falei: Eu amo você.
Abracei-o forte, que me beijou e disse: Tem mais uma coisa. Eu já volto.
Ele saiu da área e minha mãe me abraçou. Ela disse: Parabéns filha. Tudo do melhor sempre e muitas felicidades, porque você merece. Eu te amo muito.
Falei: Obrigada mãe!
Ela disse: Antes que você pergunte, seus presentes estão guardados lá dentro.
Ri e abracei meu pai, que disse: Espero que tenha gostado Seu apelido. Parabéns. Eu amo você.
Falei: Também te amo pai. Estou surpresa de te ver aqui na casa do Justin.
Ele disse: Depois conversamos sobre isso.
Falei com todos, e quando estava voltando para a mesa de doces, peguei várias barras de chocolate e o Justin disse: Amor.
Olhei para ele, que estava ao lado da Letícia e da minha tia. Sim, elas vieram para o meu aniversário.
Corri abraça-lá e falei: Não acredito que você realmente está aqui.
Ela disse sorridente: Achou mesmo que eu ficaria no Brasil? Parabéns prima.
Continuei abraçando-a e falei: Estou tão feliz que você esta aqui. 
Abracei minha tia, que disse: Parabéns Seu apelido. Chegamos hoje cedo. Achou mesmo que não viríamos?
Ri e falei: Vocês são demais. Então... Acho que vocês já conheceram o Justin.
Ele riu sem entender nada, porque estávamos falando em português e minha tia disse: Ele se apresentou. Vocês formam um lindo casal.
Olhei para ele e falei: Ela disse que formamos um lindo casal.
Ele sorriu e disse: Eu também acho. 
Ri e falei: Até quando vocês ficam aqui?
Minha tia disse: Até sua mãe ir embora. Umas duas semanas.
Falei: Isso é demais. Vão ficar no apartamento com ela?
As duas assentiram e minha tia disse: Preciso falar com o seu pai. Já volto Seu apelido.
Assenti e ela logo foi para o outro lado. Justin pegou uma lata de cerveja e ficou abraçado comigo enquanto eu conversava com a Letícia e a Lia.
Falei: Nós podemos sair hoje Le. Quer ir à praia, ou algum clube? Tem muitos lugares incríveis por aqui.
Ela disse: Por mim qualquer lugar está ótimo.
Lia disse: Eu acho que para ir à praia tinha que ser mais cedo. Vamos jantar fora hoje, e amanhã cedo podemos ir.
Concordei e falei: Para de beber isso Justin.
Ele disse: Te incomoda?
Assenti e falei: Sim. 
Justin disse: Por que?
Falei: Não quero você bêbado logo hoje.
Ele olhou-me e disse: Eu não vou beber muito, fica tranquila.
Revirei os olhos e falei: Vou te apresentar para as minhas amigas daqui. Vem Le.
Sai de perto do Justin, que estava conversando com o Za e o Vinícius. Será que o Anthony não vem? Ou o Justin não quis que ele viesse... Ele não me mandou mensagens nem nada. Que estranho.
Apresentei-a para todos que estão aqui e a Pattie veio falar comigo.
Ela sorriu e disse: Fiquei tão feliz em saber que vocês se acertaram Seu nome.
Falei: Eu também Pattie... Foi tão difícil esses últimos meses.
Ela concordou e disse: Eu percebi mesmo. O que importa é que agora vocês estão juntos novamente.
Falei alegre: Sim, agora está tudo bem.
Vinícius veio até mim e disse: Venha aqui Seu Nome.
Fui até ele e falei: Aconteceu alguma coisa?
Ele arqueou as sobrancelhas e disse: O Anthony chegou. O Justin convidou ele?
Dei os ombros e falei: O Justin o detesta. Como ele soube que fariam essa surpresa para mim?
Ele disse: Não sei. Ele está entrando aí. Não acha melhor avisar o dono da casa?
Neguei com a cabeça e falei: Se eu avisar será pior. Eu resolvo isso.
 Sem que o Justin percebesse, entrei na casa dele pela porta dos fundos e fui até a principal. Assim que abri-a, vi o Anthony descendo do carro com uma blusa azul com gola v e calça jeans escuras. Fui até ele e falei: Pensei que você não viria.
Ele sorriu e me abraçou forte: Parabéns Seu apelido. É claro que eu iria vir. 
Anthony deu-me o presente e falei: Vou guardar para abrir todos depois.
Ele assentiu e disse: Eu vim só para te parabenizar mesmo. Agora eu preciso ir.
Falei: Você acabou de chegar... Por que?
Ele disse: Ah, você conhece o seu namorado... Não seria legal ele me ver aqui.
Falei: Mas é o meu aniversário, e você é meu amigo. 
Ele sorriu e disse: Você está insistindo. Depois se der briga a culpa não será minha.
Ri e falei: Relaxa. Ele não vai brigar com você.
Puxei-o pela mão e fomos até a área da piscina. Meu pai olhou-me sorridente e disse: Que bom te ver aqui cara.
Ele cumprimentou meu pai e Justin olhou-me de longe, cerrando-me com os olhos.
Sorri ingênua para ele, que virou-se de costas e continuou rindo com o Alfredo e o Za.
Minha mãe veio até mim e disse: Esse é o tal Anthony?
Assenti e ela disse em voz baixa: Nossa, como ele é lindo.
Ri e falei: Mãe!!
Nos primeiros cinco minutos, o Anthony se amigou com todos e estávamos ouvindo música muito alta, Justin trocava a todo minuto em um ritmo diferente. Logo ele veio até mim e disse sacana: Por que você não chamou o Guilherme para vir também?
Olhei-o confusa e falei: Do que você está falando Justin? 
Ele disse como se fosse óbvio: Todos os seus ex que eu conheço estão aqui. Só falta aquele Brasileiro.
Revirei os olhos e falei: Não acredito que você me chamou para dizer isso. 
Ele disse: Por que ele está na minha casa?
Falei: Porque é o aniversário da sua namorada e ele é amigo dela.
Ele disse: Isso não muda o fato do porquê ele estaria aqui. Eu não gosto dele.
Falei: Para de frescura Justin. Eu nunca impliquei com nenhuma das suas ex.
Ele disse: Porque eu não falo com nenhuma delas. Qual o seu argumento agora?
Afastei-me dele e falei: Não tenho que ter nenhum argumento. Você veio reclamar á toa.
Ele disse: Eu não quero ele aqui.
Falei: Vai conversar com os seus amigos Justin. Deixa ele aqui.
Ele disse: Se ele tocar um dedo em você, ele vai embora.
Ergui as mãos e falei rindo: Uh, que garoto bravo.
Ele segurou a risada e foi falar com a mãe dele. Comemos porcarias a tarde toda. 

[...]

''Seu Nome, Seu Nome, Seu Nome''.
Assoprei as velas enquanto o Alfredo tirava fotos. Já era noite, então decidimos cantar o parabéns na casa ''isolada'' do Justin, que na verdade é praticamente uma sala de cinema, da qual nós sempre passamos a tarde aqui.
Por um milagre, o Justin passou a tarde super tranquilo, sem discutir com o meu pai, com o Vinícius e até mesmo com o Anthony. Ele ficou bem amigo da Lizie e da minha prima. Parecia que eles já se conheciam, de tanto que conversavam. Isso não foi muito agradável.
Cortei o primeiro pedaço do bolo e olhei para todos que estavam ao meu redor. Justin estava todo sorridente vendo o Fredo tirar as fotos e falei: Que difícil. Acho que não vou dar para ninguém.
Lia riu e disse: Vai sim Seu nome, estamos esperando.
Ri e falei: Então... Esse primeiro pedaço vai para uma pessoa mais do que especial. Não digo especial, apenas por dizer, porque essa pessoa é incrível. Ele é o melhor namorado do mundo, apesar de ser chato a maior parte do tempo -ri-. Mas fazer o que, eu o amo. Para você Justin.
Ele abriu um lindo sorriso e correu me abraçar. Dei um selinho nele, que sussurrou em meu ouvido: Eu amo você.
Todos gritaram ''lindos'' ''aww'' e essas coisas melosas de casais. Justin disse: Precisamos de uma foto.
Tirou o celular do bolso e deu para a Lia. Ela tirou uma foto nossa sorrindo e outra em que ele me beijava no rosto, segurando o bolo. Justin estava tão sorridente que estranhei a situação.
Minha mãe e a Pattie me ajudaram a cortar os outros pedaços e entreguei a todos. Peguei um para mim e o Anthony veio em minha direção junto com o Vinícius. Falei: Que bom que ninguém aqui se desentendeu.
Vini riu e disse: Eu sou completamente da paz.
Anthony disse: Eu não sou tão da paz assim, mas eu tento.
Ri e falei: É, eu sei disso. Você e o Justin se falaram hoje?
Ele negou com a cabeça e disse: Nem pense nisso. Desculpa, mas eu não vou com a cara do seu namorado e.. isso é recíproco.  
Falei: Vocês exageram na situação. Espere aqui.
Peguei um copo de coca e fui até o Justin. Falei: Vem aqui.
Ele estava mexendo no celular e disse: Aqui onde?
Meu celular apitou e falei: Vem.
Tirei-o do bolso e a notificação era ''@justinbieber marcou você em uma foto''. Abri a foto e era a que tiramos há alguns minutos, que ele me beijava no rosto e havia uma pequena descrição. ''Parabéns meu amor, obrigado por ser essa pessoa maravilhosa que você é. Eu te amo''.
Falei: Aw, essa foto ficou tão linda.
Ele sorriu e deu-me um beijo no rosto. Fomos até o Anthony e falei: Vocês podem tentar ser amigos?
Justin negou com a cabeça e o Anthony disse: Não, obrigado. 
Falei: Tem certeza? Porque eu não vou deixar de ser amigo do Anthony porque somos namorados, e também não iremos terminar porque eu sou amiga dele.
Justin deu os ombros e disse tranquilo: Eu sei disso, mas se você não quer que eu brigue com esse idiota, não deveria ter me chamado para vir até aqui. 
Anthony disse: Idiota é você. Veja como fala comigo.
Justin riu pelo nariz despreocupado e disse: Não tenho porquê falar com você. Fica na sua.

Continuo na quinta

Olá a a. Não tive tempo para postar ontem ): Tipo o cap estava na metade. Espero que tenham gostado. Que coisa linda os comentários de vocês. Ainda essa semana eu atualizo as sinopses daqui do blog comb a da nova fic, para vocês terem ideia de como ela será. Boa noite meninas. Beijo. 

domingo, 21 de julho de 2013

Let It Be

48º Capítulo

 

[Eu disse que era desnecessário vir antes, mas confesso que fiquei chateada porque ele não estará aqui. Mas tudo bem, imprevistos acontecem.] 

Pelo menos ele me avisou antes, porque se não eu ficaria o esperando. Sendo que... Já era para ele estar aqui. Deixei meu celular carregando e fui para o banho. Vesti um shorts bem curto e uma regata cinza mais longe no comprimento, bem simples. Liguei a tevê e deixei em um canal de música, no último volume.
Abri a porta do quarto e comecei a cantar quase aos gritos. Jade riu e disse: Está tudo ótimo Jade. 
Ri e continuei andando pelo corredor. Liguei meu notebook e entrei nas minhas redes sociais. Justin havia postado um vídeo correndo pelo aeroporto feito idiota com o Ryan e o Lil Za. Felizmente ele não estava mais com aqueles machucados no rosto. Só umas marquinhas pequenas, que logo cicatrizam. Ele e meu pai compraram carros novos em um piscar de olhos, como se fosse a coisa mais simples do mundo. 
Coloquei meu My World 2.0 e fiquei ouvindo todas as músicas e lembrando de como essa época era boa. Lia abriu a porta do quarto e disse: Nossa, que nostalgia é essa?
Ri e falei: Deu vontade de ouvir. 

[...]

Ri e falei: Qual é... Aproveitem que eu ainda tenho 16 anos.
Lia revirou os olhos e disse: Precisamos acordar cedo amanhã. Assim que der meia noite, vamos todos dormir.
Vinícius disse: Vai dar uma de mãe agora?
Ela disse: Claro que não -riu-. Mas vocês dois são preguiçosos demais e não seria difícil perderem a primeira sua amanhã.
Falei: Seria uma boa ideia, você que dizer. Eu também estou com sono, mas quero ter a emoção de dormir com 17 anos.
Vinícius riu e disse: Eu sei como é isso. 
Falei: Vamos ficar lá em cima. Faltam 4 minutos. Se ficarmos falando alto aqui, podemos acordar as empregadas ou o meu pai.
Lia disse: A única pessoa dessa casa que tem sono leve é o Vinícius. Ninguém vai acordar.
Rimos e fomos para o meu quarto. Encostei a porta e falei: Faltam dois minutos.
Lia deitou-se na minha cama e o Vini estava sentado no chão. Com certeza, assim que der meia noite o Justin irá me ligar, ou mandar uma mensagem.
Faltava um minuto e eu comecei a andar de um lado para o outro no quarto com o celular nas mãos.
Gritei: Tenho 17 anos!
Lia me abraçou e disse: Finalmente. Parabéns amiga. Muito juízo nessa cabeça, e tudo do melhor sempre. Amo você.
Falei: Obrigada Lia. E eu... Tenho juízo.
Vini me abraçou forte e disse ainda sem me soltar: Eu te amo gata. Parabéns. Sabe que eu sempre estarei aqui por você, e te considero demais. Qualquer coisa, estamos ai.
Sorri animada e falei: Estou tão feliz.
Ela disse: Percebemos. Mas agora você tem que dormir.
Falei: O Justin ainda não me ligou. 
Ficamos em silêncio e falei: Estão ouvindo isso? De onde vem essa música?
Passei a andar pelo quarto pisando fraco no chão e eles disseram: Do que está falando? Não estou ouvindo nada. 
Fiz sinal para que eles ficassem quietos e falei: Esta música. Está vindo de fora.
Estava ouvindo uma melodia baixa, mas não conseguia decifrar que música era. 
“Oh girl I got a secret place that we can go, cause' girl I really wanna be alone”.
Eu não tinha dúvidas de que era a voz do Justin. Ele cantava heartbreaker com a voz distante, mas onde ele está?
Falei: O Justin está aqui.
Lia disse: Como assim? Ele não está aqui.
Corri até a porta de vidro e abri-a, saindo na varanda, e lá estava ele, no gramado perto da piscina com um violão nas mãos, cantando olhando para mim.
Sorri sem saber o que dizer, e ele continuou:
“And Baby nobody has got to know.. Just me and you”
Logo ele passou a cantar o refrão de Fall e passou para U Smile. Apoiei com os braços na janela e falei: Não acredito que você veio. 
Ele não disse nada e saiu correndo dali, fazendo com que eu o perdesse de vista.
Continuei procurando-o e logo sai da varanda. Ele deve estar vindo para cá. Olhei para o quarto e estava sozinha. Cadê os dois?
Assim que fechei as cortinas, senti seu abraço por trás, apoiando com sua cabeça em meu ombro e os braços envolvidos em minha cintura. Virei-me para ele, que sorriu e disse: Feliz aniversário meu amor. Quero que saiba que acima de tudo, eu sou seu amigo e te quero bem. Também quero que saiba o quanto você é importante para mim. Eu sei que já errei muito com você, com a gente, mas eu quero te provar todos os dias que eu farei de você a garota mais feliz desse mundo. Quando eu digo que te amo, nunca é da boca para fora, porque o que eu sinto por você é tão forte, que nem eu mesmo sei explicar. Quero te desejar as melhores coisas do mundo, inclusive eu -sorriu-, e também quero que você seja ainda mais feliz do que já é. Eu te amo mais do que qualquer outra pessoa. Você é a garota da minha vida, e eu nunca duvidei disso. Eu amo você Seu nome Hooper. Nunca pense em duvidar disso.
Ele terminou de falar e falei com a voz mole, de choro: Eu não... Não acredito que você veio. Não sei por onde começar. Muito obrigada por tudo que você já fez e ainda faz por nós. Meu amor por você não tem limites, muito menos uma razão pela qual eu possa explicar de onde vem tanto sentimento. Eu acho que... O que me faz te amar ainda mais a cada dia, é ter você comigo sempre. Obrigada mesmo. Eu te amo Justin.
Ele sorriu e me abraçou como força, tirando meus pés do chão, me girando andando pelo quarto. Me senti como naqueles filmes de romance, tão lindo.
Ele afastou-se quando estava prestes a me beijar e disse: Falta o principal. 
Ele foi até o meu closet e disse: Quando você estava lá embaixo com a Lia e o Vinícius, eu tive que subir correndo aqui para guardar os seus presentes.
Falei: Isso é sério?
Ele assentiu e disse: Feche os olhos.
Fiz o que ele disse, que logo se aproximou e falou: Pode abrir.
Olhei-o, que estava parado em minha frente com um buquê enorme de rosas vermelhas e um coração de pelúcia da mesma cor, escrito “para sempre com você”. 
Abracei-o forte, e peguei o buquê e o coração: É lindo! Não precisava de tudo isso Justin. Obrigada.
Ele sorriu e disse: Tudo isso o que? Você ainda não viu o seu presente.
Olhei-o surpresa e falei: Como assim?
Ele disse: Abra o coração. E ainda tem mais uma coisa, que não coube na minha mão para pegar tudo de uma vez.
Enquanto eu abria o coração, ele voltou para o closet. Havia uma caixinha roxa em formato de flor, e assim que abri-a, havia um par de alianças prateadas, com uma pedrinha de diamante em uma delas, que provavelmente seria a minha. Olhei-o ainda mais sem reação e falei: Eu não... Não acredito.
Ele pegou da minha mão e disse ficando mais próximo: Vamos começar de novo, como se fosse uma nova fase do nosso relacionamento, movida por alegria e coisas boas, um sentimento ainda mais mais sincero e a união cada vez mais forte. Vamos provar um ao outro que podemos ser felizes juntos, sem erros ou decepções. Apenas amor e emoções novas. Quando eu disse que te amo pela primeira vez, eu descobri que não sou nada sem você, sem o seu amor e muito menos sem nós. Você aceita namorar comigo Seu nome Hooper?
Rapidamente assenti e falei ao abraçá-lo: Você é maravilhoso. É claro que eu aceito. Eu te amo.
Justin sorriu e colocou a aliança em meu dedo, e eu coloquei no dele. Pegou outra caixa, dessa vez mais fina, mas bem maior e disse: Espero que goste. Minha mãe disse que você iria amar.
Abri e era um par de brincos dourados em um formato de coração apenas no contorno, e o colar era igual, de ouro.
Falei: Eu amei! Não precisava tudo isso, sério mesmo. Só de você estar aqui, já é o suficiente. 
Coloquei o cabelo para a frente e falei: Pode colocar em mim?
Ele assentiu e logo colocou-o, dando-me um beijo no pescoço bem leve, até que eu me virasse de frente para ele. Passei uma das mãos em seu rosto e falei: Tudo isso foi incrível. Eu amei, mesmo. Muito obrigada.
Justin sorriu e disse: Temos a noite toda pela frente.
Falei: Eu tenho aula amanhã.
Ele disse: Eu sei.
Dei um selinho nele, que lambeu os lábios, quase tocando os meus e disse: Você é perfeita.
Beijei-o, passando as mãos em seus cabelos e ele me empurrou para trás, fazendo com que eu encostasse na parede perto do closet e beijou-me com ainda mais desejo. Passou as mãos pelas minhas pernas, subindo um pouco a minha camisola e voltou com a sua outra mão em meu pescoço, aquecendo-me de uma maneira relaxante. Fechei os olhos batendo com a cabeça na parede e ele passou a me beijar novamente no pescoço, tocando seus lábios completamente de leve, deixando-me arrepiada. Eu estava com o corpo todo arrepiado por dentro, meu coração disparava em completo desespero e meu corpo chamava pelo nome dele.
Estávamos em um silêncio só, quando começou a chover forte, o que não era uma má ideia.
Ainda beijando-me nos lábios, Justin tirou a camisa e me carregou no colo. Cruzei as pernas em volta de sua cintura e ele apagou as luzes, direcionando-me até a cama. Caímos juntos e falei com a voz baixa: Não podemos. Mal voltamos a na...
Ele colocou o dedo indicador em meus lábios e disse: Eu sei que você quer.
Falei com a voz falhada: Você acha?
Ele assentiu vagarosamente e voltou a beijar-me nos lábios repleto de desejo.
Meu estômago estava embrulhado, como se eu estivesse ansiosa e eu não sei... Aquela sensação estranha que me persegue quando estamos em situações similares a essa. Arqueei minhas costas enquanto ainda nos beijávamos, e ele apoiou com a cabeça no travesseiro, fazendo com que eu ficasse deitada em cima dele. Meus cabelos estavam jogados para o lado direito e ele acariciava-o com a mão esquerda, enquanto que com a outra passeava por todo o meu corpo em um ato de carinho. Eu estava desligada do mundo, e mesmo que quisesse, não conseguia desviar minha atenção dele nem mesmo por um mísero segundo. Seu beijo era tão hipnotizaste e envolvente, que por um deslize da minha mente, me imaginei com ele como há alguns meses, depois de uma longa e doce noite de amor, dormindo em seus braços. Quando me dei conta de onde estávamos, ele havia acabado de tirar a minha camisola, e fitava meu corpo como se nunca o tivesse visto antes. 
Eu pensei que não seria uma boa ideia deixar me levar por ele agora, porque mal voltamos a namorar. Mas.... O desejo é muito mais forte  do que eu. Mais forte do que eu pensava e chegou a ser incontrolável. O desejo de continuar sentindo o gosto de seu beijo, era ainda maior. Seus lábios me chamam como se sentissem minha falta por estar um minuto distante.
As palavras eram inúteis em um momento como esse, em que só o barulho sereno da chuva batendo na minha sacada prevalecia, com os forte estalos dos nossos beijos apaixonados como no primeiro dia em que nos beijamos.
Percebi que ele queria ir com calma, sendo ainda mais romântico que o normal, e queria que eu me lembrasse dessa noite, diferente das outras. Eu estava tranquila, apenas deixando com que ele me levasse da maneira que quisesse. 
Justin desceu suas mãos até o fim da minha cintura, modelando todo o meu corpo com suas mãos, e assim que chegou em minha bunda, ele apalpou-a de leve, e logo subiu minha camisola até a região do meu busto e mordeu meus lábios, puxando-os para que eu o beijasse novamente. 
Chegava a ser estranho a maneira como ele estava lidando com esse momento. Estava tão calmo, deixando tudo melhor ainda e mais carinhoso que o normal. Ele fez com que eu me sentisse relaxada e despreocupada com o tempo. Continuamos nos beijando cada vez com mais intensidade e ele terminou de tirar minha camisola, colocando-a ao seu lado. Ele me carregou pela cintura, colocando-me no ar e disse: Olha para mim.
Olhei para ele, que sorriu e disse silabando as palavras, sem voz: Eu te amo.
Falei em leitura labial: Eu amo você.
Cai em cima dele novamente e desci minhas mãos até o zíper de sua calça. Sim, por um milagre, ele estava de calça jeans. Chegou a ser estranho, mas eu prefiro assim.
Abri o zíper e ele soltou um suspiro baixo seguido por um sorriso. Passei a puxar para baixo sua calça, e logo tirei seu sapato, puxando a calça junto. Ele usava uma cueca boxer da Calvin Klein branca. Estávamos praticamente no escuro, e a única luz que iluminava o quarto, era a da área da piscina, que refletia quase nada na janela do meu quarto. O barulho da chuva estava forte, e ele estava calmo, de acordo com o ambiente.
 Deitei-me novamente em cima dele, encostando minha cabeça em seu ombro direito. Arranhei seu pescoço com as unhas, tentando arrepiá-lo, que se encolheu e logo passei a mão por todo o seu rosto acariciando. As marquinhas do acidente com o carro ainda eram visíveis, mas estavam pequenas. Beijei a ponta de seus lábios e instantaneamente, senti seu membro roçar forte em minha intimidade, fazendo meu corpo se estremecer por completo, quando fechei os olhos. Justin colocou seus dedos entre a alça do meu sutiã e foi abaixando na região do meu braço, dando beijos a cada passo e assim tirou-o. 
Nos beijamos novamente e aos poucos ele foi me virando na cama, para que ficasse por cima e tivesse uma visão completa do meu corpo.
 Colocou todo o meu cabelo para trás e passou a beijar a região dos meus ombros, até chegar em meus seios. 
 Beijou em volta do mesmo e enquanto despercebido, abaixou minha última parte íntima, e assim que tirou-a, esticou suas mãos nas minhas, fechando nossas mãos para que eu não pudesse fazer nada, e deu-me vários selinhos. 
Ele tem uma mania incrível de passar uma das mãos em meu pescoço enquanto me beija, para ficar ainda mais próximo. 
Antes que eu tivesse o prazer de fazer isso, ele tirou sua cueca, olhando para si mesmo e ficou quase deitado, pegando sua calça que estava no chão e pegou sua carteira. Abriu a pegou um preservativo. Olhei-o surpresa e falei: Nossa.
Ele deu os ombros e não disse nada, sorridente. Logo voltou a me beijar nos lábios e disse com a voz baixa: Sabia que eu amo o seu beijo?
Ajeitei minha cabeça, com os olhos fechados direcionado ao teto. Ele beijou meu corpo todo e em instantes senti seu membro prensando minha intimidade, logo transfixando, o que me causou uma ansiedade imensa. Eu estava agitada e queria que ele também estivesse. Justin passou a movimentar seu corpo cada vez mais rápido, pedindo para que eu fosse na mesma regularidade que ele. Passei a respirar cada vez mais fundo soltando suspiros contínuos, o que fez com que ele fosse ainda mais depressa no que fazia. Apertei suas costas com as mãos, arranhando-o forte com as unhas para amenizar a leve dor, e agrado ao mesmo tempo.  Justin mordeu meu lábio com tamanha força, que fez com que eu o dobrasse para dentro e sentisse que estava machucado. Já podia sentir seu coração completamente acelerado e sua respiração arfante próxima ao meu ouvido. Ele pensava seu corpo contra o meu, o que me fazia gemer baixo, e ele logo sorriu.
Estávamos tão apressados, que quando eu menos esperava, atingimos nosso ápice e arqueei completamente minhas costas recuperando o fôlego e ele gritou um perfeito ''ah'', enquanto tapei sua boca. Meu corpo estava formigando e minhas pernas estavam levemente bambas. 
Ele deitou com a sua cabeça entre os meus seios e respirou profundamente, em um ato de alívio. Acariciei seu cabelo e ficamos em silêncio por longos minutos, que para mim durou apenas alguns segundos. Continuei acariciando-o, que descansava como uma criança após brincar por horas. Justin disse com a voz cansada: Como se sente com 17 anos?
Ri e falei: Ah, me sinto mais velha.
Ele riu e disse: Jura? 
Ri e não respondi. Ele cruzou os braços em volta da minha barriga e disse: Eu não quero ninguém se metendo na nossa relação, tá?
Falei: Não depende de mim.
Ele tentou olhar-me de ponta cabeça e disse: Boa parte, sim.
Continuei acariciando e concordei com a cabeça. Estiquei uma das mãos, pegando meu celular no criado-mudo e já era mais de 2h30 da manhã.  
Prendi meu cabelo em um coque e ele disse: Não seria legal alguém entrar aqui, e nos ver assim. Seria?
Assenti e falei: Com certeza, não seria.
Ele disse: Mas eu gosto de ficar assim com você.
Abraçou-me e ficou em minha direção, encaixando sua cabeça na curvatura do meu pescoço. Ficamos em silêncio por mais alguns minutos e ele sentou-se na cama. Pegou sua cueca e vestiu-a rapidamente. Refez o topete em seu cabelo e logo deitou-se novamente na cama. Vesti minha lingerie e ele disse sorridente: Amanhã eu passarei te buscar depois do colégio, porque você irá passar o dia comigo, e tenho outra surpresa para você.
Falei: Sério? Mas... Essa surpresa é tipo o que?
Ele riu e disse como se fosse óbvio: Tipo uma surpresa. E não se preocupe, porque não iremos demorar. Você tem que passar o resto do dia com os seus pais.
Concordei e falei: Nossa, então você já planejou tudo?
Justin disse: É claro. Agora você precisa dormir, minha aniversariante preferida.
Sorri e dei um selinho nele, que me beijou e disse: Boa noite princesa. Feliz aniversário.
Falei: Boa noite Justin.
Puxei o cobertor e nos cobri até a metade da barriga. Ele acomodou suas mãos em minha costela, colando seu corpo no meu e assim ficamos.

[...]

''PARABÉNS PARA VOCÊ, PARABÉNS PARA VOCÊ. PARABÉNS MINHA SEU NOME, PARABÉNS PARA VOCÊ''.
Ele estava cantando praticamente aos gritos. Tapei os ouvidos com o travesseiro e ele me abraçou na cama, dizendo: Você vai perder a primeira aula.
Falei: Poderia perder todas as aulas.
Ele riu e disse: Não seria uma boa ideia, faltam só mais alguns dias. Levanta meu amor. 
Falei: Eu já perdi a primeira aula mesmo, não tenho porquê ter pressa.
Ele disse: Se você não levantar agora, vai ver.
Falei ainda com o rosto no travesseiro: Aé? E o que você vai fazer?
Justin ficou em silêncio e falei: Em?
Ele passou suas mãos em minha costela, e passou a me fazer cócegas. Tentei me encolher na cama enquanto ria descontrolada e falei: Para com isso, para amor.
 Ele continuou a me fazer cócegas e disse: Só se você levantar agora.
Empurrei-o com força e falei: Justin!
Levantei-me rapidamente e ele estava com uma calça vermelha, tênis preto e uma regata da mesma cor. Falei: Você tomou banho?
Ele assentiu e disse: Acordei quando seu despertador tocou. Aproveitei para tomar banho e avisar os seus amigos que você iria na segunda aula.
Falei: E o meu pai?
Ele deu os ombros e disse: Não sou amigo do seu pai. Ele viu que eu estava aqui, e disse que você não deveria faltar do colégio. 
Justin ligou a tevê, e fui fazer minhas higienes. Peguei uma toalha e falei: Enquanto eu tomo banho, pede para as empregadas prepararem o café da manhã, por favor.
Ele assentiu e disse: Claro. Não se esqueça que temos que sair daqui em 30 minutos.
Tranquei a porta do banheiro e tomei um banho rápido. Vesti um shorts jeans escuro rasgado no bolso e uma blusa branca com escrito roxo. Deixei o cabelo solto e coloquei os brincos que o Justin me deu. 
Peguei minha bolsa e desci as escadas correndo, colocando-a no sofá. Justin conversava com a Tammy enquanto mexia no celular e as duas logo me abraçaram: Parabéns Seu Nome. Muitas felicidades, anos de vida e tudo do melhor sempre.
Falei: Obrigada! Vocês são uns amores. 
Nos sentamos na mesa e ele disse: Enquanto você estiver no colégio, eu vou passar no estúdio e em casa. Você sai mais cedo hoje?
Falei: Meu pai queria que eu passasse a tarde lá... Mas como você vai me buscar antes.
Ele disse: Eu quero te buscar antes. Vamos almoçar e depois te levarei até a sua surpresa. 
Falei: Então é um lugar?
Ele disse: Talvez sim, mas talvez não.
Terminamos o café da manhã e minha mãe me ligou. Ela me desejou feliz aniversário e disse que de tarde passaria aqui para entregar o meu presente e ficar comigo, já que eu não pedi festa.
Meu pai também me ligou enquanto estávamos no caminho para o colégio, e a Keisy mandou mensagem perguntando se eu não iria.
Justin estacionou em frente ao portão principal e disse: Até mais tarde anjo.
Nos beijamos e falei: Não atrase.
Ele riu e desci do carro. Fui até o pátio e logo o sinal bateu. Assim que entrei na sala, Vinícius puxou um parabéns e todos cantaram para mim. Eram mais de 30 pessoas na minha sala, e todos diziam ''parabéns'' ao mesmo tempo. Confesso que me senti um tanto importante ali no meio.


Continuo com 15 comentários

Boa noite p vocês. Espero que tenham gostado desse capítulo. Era para ter ficado maior, mas td bem. Estou amando os comentários como sempre e tal, vocês são mto fofas. Quando eu acabar essa fic, vou esperar uma semana para começar a nova, tá? Qualquer coisa venham falar comigo. Beijos 

sábado, 20 de julho de 2013

Let It Be

47º Capítulo

 

[Minha mãe correu para a janela e disse: Uma batida de dois carros... Nossa, que horror. Acabou com os dois.
Falei: Quais são os carros?]

Os dois olharam através da janela e falei aflita: Respondam! Quais são os carros?  
Estevan de os ombros e disse: Uma Ferrari branca e uma bmw preta.
Falei confusa: Ferrari e bmw? Ai meu deus... Ferrari branca, tem certeza? 
Coloquei o primeiro sobretudo que vi na frente e falei: Corre mãe.
Puxei-a pelo braço e saímos da sala. Eu estava coberta pelo sobretudo cinza e de chinelo, já que estava com biquíni por baixo.
O elevador não abria logo e falei: Vamos pelas escadas.
Ela disse: O que está acontecendo Seu Nome? 
Desci as escadas completamente desesperada e falei gritando: A BMW MÃE! É O CARRO DO PAI, E A FERRARI É DO JUSTIN. CORRE.
Ela olhou-me incrédula e disse: Fica calma, eles nem sabem que você está aqui.
Assim que chegamos no térreo, todas as pessoas estavam na rua, em volta dos carros. Saí correndo e vi uma das piores cenas de todas. Os dois carros amassados um de frente para o outro, com o capô todo estourado. Devido o sufilme não pude ver o rosto deles, mas pelas placas dos carros eu tinha certeza. Era o Justin e o meu pai.
Gritei: COMO ISSO FOI ACONTECER? Pelo amor de Deus, mãe liga para a ambulância. Um homem que viu meu desespero disse: Já ligaram e está chegando.
Corri até o carro do Justin e abri a porta. Ele estava com boné, óculos escuros e uma blusa vermelha com calça da mesma cor. Sua jaqueta era preta de couro. Estava desacordado enquanto sangue escorria por sua testa e suas mãos. Ele deve ter batido com a cabeça na janela ou apenas no vidro, que estava todo trincado.
Falei chorando: Como esses carros não tem aquele negócio que não deixa machucar? Aquele com o nome estranho... Airbag.
Tirei o boné dele para não sujar e chamei-o em tom de desespero: Justin, meu amor. Pelo amor de Deus, Justin! Acorda. Justin.
Nem sinal dele acordar, mas sua respiração estava tranquila.
Fechei novamente a porta e mais de 20 pessoas estavam em torno dos carros, tentando ver o que estava acontecendo. Minha mãe ficou parada na porta do carro dele para que ninguém entrasse. Corri até meu pai, e assim que abir a porta, ele estava acordando e disse: O que... o que aconteceu?
Ele estava com os braços vermelhos, mas nada de sangue. Passei as mãos no rosto e falei: Não se mexe pai. Fica assim.
Ele disse confuso: Mas o que? Eu bati em um carro... Quem era? O que eu fiz?
Achei melhor não falar que era o Justin, porque ele iria se exaltar, e tanto ele quanto o Justin não podem se mexer até que a ambulância chegue. Pelo menos meu pai parece não estar machucado, quero dizer, tanto quanto o Justin. 
Falei: Fica quietinho aqui pai.
Ele assentiu e passou as mãos no rosto com dificuldade. Como isso foi acontecer? Eu estava tão transtornada que nem me toquei da roupa que saí na rua. Eu estava pouco me importando para isso. Eu queria ver o Justin e o meu pai bem. Ele disse que iria passar no estúdio, e não poderia vir me ver.
 Corri até o carro dele e vários policiais passaram e interditar ao redor dos dois carros, enquanto centenas de fotógrafos se aproximavam. Os seguranças do Justin não estão aqui, não tem ninguém que possa tirar esses cara daqui.
Os policiais se aproximaram de nós e disseram: Por favor, peço que saiam dai porque foi interditado.
Falei ainda aos berros: Mas é o meu pai e o meu namorado.
Ele disse: Mesmo assim, vocês não podem ficar aqui.
Minha mãe me puxou para trás e disse: Está ouvindo isso? É o barulho da ambulância. Eles irão para o hospital e vai ficar tudo bem. Calma filha.
Gritei: Ficar tudo bem? HOSPITAL MÃE. ISSO NÃO É ESTAR TUDO BEM. POR QUE ISSO TINHA QUE ACONTECER LOGO AGORA? 
Vários paparazzi se aproximaram e começaram a me fotografar chorando; Eu estava em choque, triste, frustrada, assustada, preocupada e tudo de ruim que se pudesse sentir em um momento como esse.
Minha mãe estava tentando me acalmar, mas percebi que ela estava engolindo o choro.
Empurrei os fotógrafos e falei: Saiam daqui. 
Eles disseram: ''Só queremos saber o que está acontecendo''. ''É o Tom e o Justin?''
Assenti e falei: Eu também quero saber, agora vão embora.
As pessoas falavam todas ao mesmo tempo, tentando entender o que estava acontecendo e logo a ambulância parou no meio da rua. Saíram com duas macas e com muito cuidado, colocaram o Justin deitado, com aquela faixa amarela no pescoço. Fiquei ao lado dele, que continua desacordado e meu pai estava do outro lado. Eram duas ambulâncias.
Falei: Mãe, eu vou com o Justin. Vai com o pai, por favor.
Ela assentiu e rapidamente entrou na ambulância. Eu me senti tão perdida que não conseguia pensar em nada. Meu pai e o Justin bateram o carro um do outro.Como isso foi acontecer?
Eu não conseguia parar de chorar e sentei-me no banco de lado para ele. Segurei sua mão e estava tão quentinha. 
Peguei o primeiro pedaço de papel que vi e passei perto de sua sobrancelha e em toda a região perto de sei cabelo para limpar o sangue. Ele parecia estar dormindo feito um anjo.
Eu estava sem meu celular, sem minhas roupas e sem a minha bolsa. Como eu vou avisar alguém? Apesar que, aqueles fotógrafos idiotas já devem ter publicado as fotos.
Coloquei as mãos no bolso do Justin e peguei seu celular. Liguei para o Vínicius e pedi para que ele avisasse a Pattie do que aconteceu. Falei com a Lia e também pedi para que ela passasse no estúdio pegar minhas coisas e viesse para o hospital acompanhada de algum amigo do Justin, para trazer o meu carro.
Assim que desliguei com ela, percebi que o Justin estava se mexendo devagar.
Falei passando as mãos no rosto: Justin? Você está me ouvindo?
Ele afirmou com a cabeça muito cauteloso, e disse com dificuldade: Onde nós estamos?
Passei as mãos no rosto dele, e falei ao tirar seu relógio: Indo para o hospital.
Ele abriu os olhos rapidamente e disse: Hospital? Mas o... Ai, minha cabeça dói demais.
Olhei-o e falei: Vai ficar tudo bem.
Ele disse olhando-o com os olhos pequenos: V...você está choran...chorando?
Assenti e não respondi. Ele falava com a voz profunda e parecia estar com dor. Logo fechou os olhos e não disse mais nada.
Se alguma coisa acontecer com esse garoto eu nunca irei me perdoar por sempre ter sido tão dura com ele.
Estava com um corte não muito grade do lado esquerdo da testa, quase na sobrancelha e vários cortes pequenos em suas mãos. Seus ombros estavam vermelhos, como se ele tivesse batido. Outro corte mais abaixo em seu rosto, quase em sua bochecha.
Estacionamos no estacionamento privado do hospital e espero que os seguranças do Justin estejam aqui. Assim que eles abriram as portas, puxaram a maca e falei: Eu posso ir junto?
Um dos enfermeiros disse: Seria melhor esperar aqui fora.
Olhei para o lado e meu pai estava bem acordado, fui até ele, que disse: Não foi nada demais filha, vai ficar tudo bem.
Assenti e levaram os dois de uma vez. O estacionamento era coberto, então não tinha como sermos fotografados. Minha mãe me abraçou e disse: Seu pai está bem filha. Ele está ciente e apenas com uns vermelhos no corpo.
Falei: Eu sei, mas mesmo assim mãe... O Justin está desacordado.
Ela disse: Foi porque o carro bateu quase do lado dele do carro. Logo os dois já estarão em casa.
Abracei-a e falei: Por que tinha que ser os dois? De uma vez só. 
Ela disse andando junto comigo até a entrada particular do hospital: Nada acontece por acaso Seu Nome. Tente se acalmar... Eles serão examinados e pronto.
Falei: E pronto? O papai vai ficar bem, porque ele quase não está machucado. Mas o Justin... Ele bateu forte com a cabeça mãe. Até tentou falar comigo, mas logo ficou quieto novamente. 
Ela disse: O que ele disse?
Falei: Ele reclamou que sua cabeça estava doendo muito e perguntou por que eu estava chorando. 
Nos sentamos no primeiro banco que vimos, de frente para um bebedouro e uma sala das enfermeiras.
Esta ala do hospital me pareceu estar vazia, o que foi ótimo. Afinal, esse é o hospital mais caro de Los Angeles, e não teria melhor lugar para os dois virem, se não aqui.
Ela disse: Você conseguiu falar com alguém?
Falei: Só pelo celular do Justin. Pedi para o Vini e a Lia me ajudarem.
Ela disse: Para de chorar Seu nome, vai ficar tudo bem.
Falei olhando para ela: Como tem tanta certeza?
Ela disse: Porque vai. Tente ficar tranquila.
Apoiei com a cabeça no ombro dela e logo a Lia apareceu sozinha com a minha bolsa nas mãos. Ela correu até nós e disse: Não acredito que você veio aqui com essa roupa.
Sorri e falei: Na hora eu nem pensei. Obrigada Lia! 
Levantei-me e ela disse: O que aconteceu tia Carol?
Fui até o banheiro e vesti minha lingerie, o shorts e a blusa que estava antes. Olhei-me no espelho e meus olhos estavam inchados e avermelhados. Eu estava com uma aparência horrível.
Voltei para o corredor e elas continuavam sentadas conversando. 
Falei rápido: Ninguém veio com você?
Ela disse: O Lil Za e o Alfredo estão na recepção passando os dados do Justin. Daqui a pouco eles aparecem aqui.
Assenti e sentei-me no meio delas. Comecei a falar sem pensar: E se for algo grave? E se os dois tiverem que passar a noite aqui? Eu falei que não era para o Justin ir, mas ele é teimoso. Por que eles tinham que bater com o carro um do outro desse jeito? Por que o airbag não funcionou?
Minha mãe disse: Seu pai se machucou menos porque o dele estava ativado, mas o do Justin não. 
Falei: Eu quero notícias. 
Logo uma médica alta, bonita e jovem veio até nós. Ela disse: Vocês são os responsáveis pelo Tom Hooper e Justin Bieber?
Rapidamente assenti e falei: Eles estão bem? O que aconteceu com os dois?
Ela disse com a voz calma: O Tom está bem e já pode ir para casa, porque apesar da batida, foi apenas um susto. Mas o Justin bateu forte com a cabeça e está cheio de curativos, nada grave. Ele terá que passar uma hora em observação para ver ser o remédio para dor fez efeito.
Assenti e falei: Ai meu deus... E, eu posso vê-los? 
Ela assentiu e disse: Claro, mas peco que sejam dias pessoas de cada vez.
Levantei-me e falei: Eu vou sozinha, e depois a Pattie entra quando ela chegar.
Minha mãe assentiu e disse: Sem escândalo em Seu nome.
Descido o olhar dela e passei as mãos abaixo dos olhos. Já não estava mais chorando, mas a minha maquiagem deve estar toda borrada.
Coloquei o celular no bolso e ela disse: O seu pai já está liberado, no mesmo quarto que o Bieber.
Ela apontou para a porta, e assim que abri-a, Justin estava quase deitado na cama e meu pai sentado do outro lado do quarto.
Parei na frente dos dois e falei: Vocês quase me mataram de tanta preocupação. Nunca mais façam isso. Eu quase morri nesse tempo esperando por notícias de vocês dois.
Meu pai e o Justin riram, e falei: Não vão dizer nada?
Meu pai levantou-se e disse: Ah culpa foi minha. Já me desculpei com o Bieber, e acho que vocês precisam conversar.
Abracei-o e falei: Você está se sentindo bem pai?
Ele assentiu e disse: Sim filha. Fique tranquila! Só estou um pouco dolorido.
Ele saiu do quarto e fechou a porta. Justin estava com três curativos no rosto e band-aid em seus dedos.
Fiquei ao lado dele na maca e falei: Como está se sentindo?
Ele sorriu e disse: Eu estou bem amor, fica calma.
Falei: Ficar calma? Quase morri de tanta preocupação. Por que você não me avisou que iria me ver? Eu falei que não era para você ir. 
Ele segurou minha mão e disse: Ei, meu amor eu estou bem. Só foi um susto.
Quase me derreti quando ele me chamou de meu amor. Sorri e falei: Mas você ficou um tempo desmaiado, e aquela hora no caminho para cá, mal conseguia falar.
Ele disse: Foi porque eu bati forte com a cabeça e estava doendo demais. Eu cheguei aqui e acabei passando mal, mas já tomei dois remédios e está passando. Você ficou tão preocupada assim?
Assenti e falei: Óbvio que eu fiquei. A culpa foi mesmo do meu pai?
Ele disse: Ah, mais ou menos. Porque você sabe, eu tenho costume de correr um pouco com o carro. Viemos de lados diferentes e quando eu fui virar a rua, ele meio que perdeu o controle do freio e bateu quase na minha direção. 
Falei: Meu Deus, que perigo Justin. Por isso que eu sempre digo para você tomar cuidado com a velocidade.
Ele disse: Foi preocupante. Só de ver que você ficou toda desesperada eu já me sinto bem.
Falei: Não se aproveite da situação.
Ele disse: Pelo menos assim você demonstra que me ama.
Revirei os olhos e falei: Você sabe que eu te amo. 
Passei uma das mãos em seu rosto e falei: Bom. Faltam 45 minutos para você ser liberado. Eu vou ficar lá fora esperando, porque sua mãe deve estar preocupada.
Ele disse: Você ligou para ela? Mas não foi nada demais Seu nome.
Falei: Claro que liguei. No momento eu estava tão desesperada. 
Dei um beijo em sua testa e falei: Vou ficar te esperando, para você voltar comigo. 
Ele assentiu e disse: Você está com o meu celular?
Tirei-o do bolso e dei nas mãos dele. Beijei-o na bochecha e falei: Eu amo você.
Justin sorriu e disse: Eu também te amo.
Sai do quarto e a Pattie estava falando com o meu pai. O Alfredo e o Lil estavam parados de pé conversando.
Pattie olhou-me e disse: Eu posso entrar? Como ele está?
Falei: Ele está bem Pattie. Foi só um susto. 
Ela suspirou aliviada e puxou o Alfredo pelo braço para que entrasse com ela.
Cumprimentei o Lil e minha mãe disse: Eu te disse que iria ficar tudo bem.
Falei: Ainda bem que vocês dois estão bem. 
Abracei meu pai e falei: Vocês viram que... Os carros já eram, não é?
Meu pai assentiu e disse: Eu estava pensando sobre isso. Se o Bieber quiser eu pago o estrago que fiz, porque de qualquer jeito amanhã cedo comprarei outro carro. 
Falei: Ele não vai querer que você pague pai. Espera ele ser liberado, e depois vocês resolvem isso.
Ele assentiu e disse: Só iam coisa... Desde quando vocês se acertaram?
Dei os ombros e falei: Desde tarde, na verdade. 
Minha mãe disse: Você vai esperar ele ser liberado?
Assenti e falei: Claro. Eu levo ele e a Pattie para casa. 
Minha mãe disse: O Vínicius não vem?
Falei: Não. Ele só avisou a Pattie e provavelmente o Alfredo a trouxe, ou a Lia. Não sei.
Meu pai disse: Bem... Eu preciso comer alguma coisa e descansar. Ainda temos que resolver essa história do carro, que já foi apreendido, obviamente.
Concordei e falei: Vão para casa, e já esperem pelo jatar que daqui a pouco eu também vou.
Meu pai me abraçou e disse: Vamos com qual carro?
Falei: A Lia veio com a bmw prateada. Ao vocês com essa e aproveitem para levá-la.
Fui até a poa e falei: Leva meus pais para casa? 
Ela disse: Claro Seu apelido. O Justin está bem?
Assenti e falei: Sim. Ele bateu a cabeça muito forte, mas por sorte não foi nada grave.
Ela disse: Ai que bom. Então eu já vou indo com os seus pais. Você vai demorar?
Neguei com a cabeça e falei: Eu vou daqui a pouco.
Logo eles foram embora e falei: Za, Você vai ficar na casa do Justin?
Ele disse: Vou, porque amanhã cedo iremos para Nova York mesmo. 
Falei: Então eu deixo vocês lá.
Sentei-me na cadeira e peguei meu celular. Entrei nas minhas redes sociais e o Justin estava no Twitter, falando sobre o que aconteceu. Postou também um video no Instagram mostrando seus machucados. Ainda bem que ele está bem. 
Acho que o que mais me deixou desesperada, foi lembrar do quanto eu fui grosseira com ele, mesmo com aquilo que aconteceu. Eu me senti culpada por não ter sido completamente sincera com ele e ter dito que o amo mais do que qualquer outro garoto. Pensei que algo se pior poderia acontecer com ele e eu não me perdoaria.
Claro que eu também fiquei preocupada com o meu pai, mas eu vi que ele estava bem logo que chegamos aqui, quero dizer, em comparação com o Justin. Quando ele desmaiou eu entrei em completo desespero. Aquela faixa no pescoço dele foi assustador, porque ele não quebrou nada mas mesmo assim, eu fiquei ainda mais apreensiva.
Estava ainda sentada esperando ás 21h para que ele fosse liberado.
Pattie e o Fredo ainda estavam lá com ele, e o Za ficou conversando comigo. Postei uma foto com ele e conversamos um pouco. Não somos amigos, mas ele é muito amigo do Justin, e também é simpático. 
Assim que deu 21horas, uma das enfermeiras disse: Já examinamos o Justin e ele está liberado. Felizmente não houve rejeição dos remédios.
Falei alegre: Ufa. Obrigada.
Abri a porta do quarto e ele estava se levantando, e logo vestiu a regata. 
Falei: Eu vou levar vocês. Fredo, você também vai para a casa do Justin?
Ele disse: Tenho que voltar para casa. Amanhã cedo já pegaremos o voo.
Pattie disse: Tem certeza que não é melhor cancelar o show de amanhã?
Concordei com ela e falei: Eu estava pensando sobre isso.. E mesmo que não cancele, sair um pouco mais tarde daqui para descansar.
Ele disse ao colocar o boné na cabeça: Não vou cancelar o show mães. -riu- Eu já estou bem. Só com um pouco de dor de cabeça. 
Falei: Vamos logo então, porque você precisa descansar.
Ele assentiu e veio até mim. Segurou minha mão e assim saímos de lá. Alfredo e o Lil passaram em nossa frente e os dois seguranças do Justin estavam na entrada. Eles já haviam acertado os preços e Justin disse: Não quero que me vejam cheio dessas coisas no rosto. Fiquem na frente por favor.
Mike e Dustin ficaram em nossa frente e a Pattie passou rápido pelo fotógrafos, entrando no banco de traz do carro. Eles faziam centenas de perguntas e estavam quase colocando a lente das câmeras em nosso rosto. Justin estava mais calmo, então não respondeu nada. Abri a porta do carro para ele, que entrou na frente e disse: Quer trocar mãe?
Ela disse: Não precisa querido. Acho melhor você r ai, e deitar um pouco o banco.
Ele fez o que ela disse e liguei o carro. Saímos de lá as pressas e deixei o Alfredo na casa dele. 
Falei: Que horas vocês vão sair daqui amanhã?
Ele disse: Umas 9h. 
Falei: Então você tem que dormir logo. Precisa descansar bem.
Ele olhou-me e disse: Eu estou bem amor, não precisa exagerar.
Falei: Eu não estou exagerando.
Entramos no condomínio e passei reto pela minha rua e estacionei na garagem dele. 
Pattie disse: Muito obrigada pela carona Seu apelido. Entre.
Falei: Eu acho melhor ir... Só quero falar rápido com o Justin.
Ele desceu do carro e disse: Eu preciso de um banho. Vem comigo.
Ele pegou na minha mão e subimos as escadas rapidamente.
O Lil foi para o primeiro quarto de hospedes enquanto a Pattie falava com as empregadas. 
Justin fechou a porta do quarto e disse: O que você quer falar?
Falei: Nada demais. Eu te espero tomar banho.
Ele assentiu e disse: Então eu já volto. Não vá embora.
Ri e falei: Eu não vou.
Ele tirou a camisa e disse: Estou com os ombros doloridos.
Falei: Você precisa descansar.
Ele concordou e disse: Depois do banho vou comer alguma coisa, aí eu descanso.
Encostou a porta do banheiro e entrou no banho. Fiquei sentada em sua cama, e liguei a tevê. Fazia tempo que eu não entrava nesse quarto, e ficava aqui. Chega a ser tudo muito estranho. Justin parou de cantarolar e disse: Pega uma roupa pra mim amor, por favor.
Peguei uma cueca preta da Calvin Klein e uma calça azul. Ele quase não usa camisa dentro de casa mesmo.
Abri um pouco a porta do banheiro e entreguei para ele, que estava com a toalha enrolada na cintura, escovando os dentes enquanto arrumava seu cabelo em um topete.
Voltei para o quarto e mandei um sms para a minha mãe. 

“Já estou chegando ai.”

“Tudo bem querida, estamos te esperando”.

Justin logo saiu do banheiro e disse ainda arrumando seu cabelo: O que você queria falar?
Dei os ombros e falei indo até ele: Eu me senti tão culpada com esse acidente.
Ele disse sorridente: Culpada? Por que?
Falei: Eu não sei... Eu comecei a pensar no quanto eu fui grosseira com você nesses últimos dias, e... Fiquei com medo de que tivesse acontecido algo grave.
Ele me abraçou e disse: Aww. Eu sabia que você se importava.
Falei: Até demais. 
Justin colocou as mãos em meu rosto e me beijou. Passei as mãos em seus ombros devagar e abracei-o.
Falei: Agora eu preciso ir... Tem certeza que está bem?
Ele afirmou com a cabeça e disse: Estou amor. Fique tranquila.
Dei um selinho nele e falei: Não esqueça de me ligar amanhã quando sair daqui.
Ele afirmou com a cabeça e sai do quarto.
Pattie estava na sala esperando o jantar ser servido e falei: Até mais Pattie.
Ela sorriu e disse: Boa noite Seu apelido.
Entrei no meu varro e fui para casa. Fiquei mais tranquila de vez que o Justin está bem, apesar dos machucados pequenos. Vê-lo sorrindo já me deixa feliz.
Entrei em casa e a Lia estava sentada na escada falando ao celular. Vinícius conversava com a minha mão perto da sala de jantar e meu pai também estava no celular.
Falei: Boa noite família. Podemos jantar?
Minha mãe riu e disse: Estávamos te esperando Seu nome.
Falei: Enquanto o papai não desliga o telefone eu vou vestir meu pijama.
Ela não respondeu e corri para o quarto. Vesti um pijama roxo claro e chinelo. Tirei toda a maquiagem e voltei para a sala.
Meu pai disse: Já resolvi o problema dos carros, e amanhã eu já falo com o Bieber.

Quinta [...]

Só porque meu aniversário é amanhã, meu pai cismou que eu tenho que passar a tarde no colégio. Eu detesto ficar durante a tarde, ainda mais no meu aniversário. O Justin volta hoje a noite para a Califórnia, e ele quer dormir aqui para passar a meia noite comigo. A Lia e o Vinícius também não irão sair. Como eu disse que não quero comemoração hoje, porque amanhã que é o dia, até insisti para que os meus pais não se preocupassem. Minha mãe concordou e hoje passou o dia passeando pela cidade. Ontem ela ficou o dia todo comigo. Passei a tarde na praia com a Keisy e o Kaique. A Lia saiu com o Josh de novo e o Vinícius como sempre anda por aí com as garotas que ele conhece.
Desde que as gravações do filme acabaram, não falei mais com o Anthony e meu pai tem ficado mais em casa. Mas com certeza, ele não deve estar em casa agora, até porque se tem uma coisa que o Tom Hooper detesta, é ficar sem fazer nada.
Cheguei em casa quando já estava anoitecendo, e aproveitei para tomar banho enquanto ninguém chegava. É tão estranho passar a véspera do seu aniversário numa calma só... Toda a minha família mora no Brasil, e só meus pais estão aqui. Se pelo menos a minha tia e a Letícia viessem, seria legal. 
Fiquei no meu quarto e tranquei a porta. Assim que peguei minha roupa para tomar banho, recebi um sms do Justin.

''Amor... O voo atrasou e não chegarei a tempo da meia noite, me desculpa. Amanhã cedinho estarei aí, antes mesmo de você ir para o colégio''.

''Tudo bem Justin, não precisa se preocupar com isso. Eu te espero amanhã cedo. Amo você''.

''Também te amo''.

Eu disse que era desnecessário vir antes, mas confesso que fiquei chateada porque ele não estará aqui. Mas tudo bem, imprevistos acontecem. 

Continuo amanhã

Boa tarde meninas. Eu só não postei ontem, porque quase ngm tinha comentado e eu fiquei chateada, então achei melhor postar hoje mesmo. Ficou um pouco grande, e enrolado. Obrigada por todas que estão lendo e espero que estejam gostando <3 Vou atualizar logo a sinopse da nova fic aqui no blog mesmo, e aviso vocês. 
PS: Lembrando que, Letícia é a prima dela que mora no Brasil e tal. Beijos.